A região semiárida do Nordeste brasileiro apresenta limitada disponibilidade de recursos hídricos, devido a dois fatores preponderantes: solos rasos com baixa capacidade de retenção de água e regime pluviométrico irregular, com chuvas mal distribuídas temporal e espacialmente. Nessa região, os solos apresentam alta susceptibilidade à erosão e a salinização, particularmente nas áreas com cultivos agrícolas, com degradação de solos das encostas e agregação de solos nos vales. Trabalhos na área de conservação de solo e água vêm sendo desenvolvidos em bacias experimentais, com o propósito de se utilizar técnicas conservacionistas a fim de se minimizar os efeitos da degradação do solo devido à erosão em áreas de encosta e de exploração agrícola, bem como o aumento a disponibilidade hídrica por meio de técnicas de captação in situ, mas cabe destacar a carência desses estudos que analisem a efetividade de procedimentos e práticas conservacionistas que venham a proporcionar o incremento na renda de agricultores familiares, bem como assegurar a recuperação e/ou manutenção de uma área produtiva.