Apresentação

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O GPEAS  é um grupo formado por professores, alunos de graduação e de pós-graduação e colaboradores em sua grande maioria da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que desenvolvem estudos e pesquisas visando promover um desenvolvimento, principalmente, na região semi-árida do Estado de Pernambuco. As atividades realizadas contemplam:

  • Estudos Hidrológicos e Sedimentológicos em Bacias Experimentais e Representativas do Semiárido Pernambucano;
  • Monitoramento Hidrológico e Hidrossedimentológico;
  • Caracterização Hidrológica e Hidrossedimentológica em Bacia Hidrográfica sob diferentes manejos do solo no semiárido;
  • Hidrologia Social;
  • O uso de qualidades de água de uso inferior;
  • Atividades de Extensão Rural.

ESTUDOS HIDROLÓGICOS E SEDIMENTOLÓGICOS EM BACIAS EXPERIMENTAIS E REPRESENTATIVAS DO SEMIÁRIDO PERNAMBUCANO

O projeto em tela vem sendo desenvolvido na bacia representativa do Alto Ipanema localizada no Estado de Pernambuco tida como de grande importância local e regional. A área se constitui em assentamento estadual de agricultura irrigada, e federal, abrigando famílias do movimento MST. Adicionalmente, residem quilombolas nas nascentes de sub-bacias.
A bacia representativa do Alto Ipanema é constituída por duas bacias experimentais que vem sendo estudadas (bacia do Jatobá e do Mimoso), pertencente ao sistema do Rio Ipanema, em sua porção Ocidental mais a montante. Abrange parte dos municípios de Arcoverde e de Pesqueira, do Estado de Pernambuco, numa área de 194,82 km².
A Bacia Experimental do riacho Jatobá tem área de 13,50 km² e perímetro de 16 km, resultando em um coeficiente de compacidade de 1,22. O rio principal que percorre a bacia possui 6,5 km de extensão, com densidade de drenagem na ordem de 1,03 (Montenegro et al., 2004).
Já a Bacia do Mimoso possui uma área 124,36 km², perímetro de 65,1 km, resultando em um coeficiente de compacidade de 1,63. O rio principal apresenta extensão de 24,07 km, com densidade de drenagem de 1,23 (Silva Junior 2010).

MONITORAMENTO HIDROLÓGICO E HIDROSSEDIMENTOLOGICO

Para as medições hidrológicas, a bacia está equipada por 07 pluviômetros automáticos e 05 pluviômetros manuais em diferentes locais da bacia. No limite de jusante, estação automática registra informações climatológicas tais como precipitação, umidade, radiação solar, velocidade e direção do vento, e temperatura. As Bacias experimentais também dispõem de sensores TDR para registro do perfil de umedecimento do solo.
Na Bacia experimental do Jatobá estão instalados 36 tubos de acesso na bacia experimental do Jatobá entre profundidades que variam de 10 a 60 cm de profundidade em diferentes tipos de cobertura que foram dispostos ao longo da bacia, para acompanhamento da variabilidade espaço-temporal da umidade na bacia. No vale aluvial, em que a agricultura irrigada é praticada, existem unidades lisimetricas instaladas para suporte ao manejo da irrigação.
Neste projeto, pretende-se ampliar o monitoramento do perfil de umidade ao longo da bacia, de modo a investigar o efeito da intensidade de precipitação na profundidade de umedecimento, e sua influência na geração de run-off, ampliação da rede de monitoramento hidrológico e climatológico. Para estimar o escoamento superficial da bacia experimental do Jatobá, foi construída uma estação fluviométrica de seção retangular, dotada de linígrafo de pressão, que registra a variação de nível, podendo cada leitura ser realizada e armazenada a cada 05 minutos. Na bacia experimental do Riacho Mimoso encontra-se um linígrafo de pressão instalado em uma seção natural no leito do riacho, os registros também são armazenados com intervalo de 05 minutos. Coletas de sedimentos vêm sendo realizadas através campanhas durante período chuvoso, a nível de parcelas hidrossedimentológicas e produção de descarga sólida no leito do rio.

CARACTERIZAÇÃO HIDROLÓGICA E HIDROSSEDIMENTOLÓGICA EM BACIA HIDROGRÁFICA SOB DIFERENTES MANEJOS DO SOLO NO SEMIÁRIDO

PRÁTICAS CONSERVACIONISTAS

Estudos focados na avaliação de processos hidrológicos e hidrossedimentológicos e a fixação de carbono no solo está em andamento na Unidade Experimental da Encosta do Vale Aluvial do Mimoso, em área cultivada com oleaginosas não convencionas perenes de Moringa (Moringa oleifera) e Nim (Azadirachta indica), de modo a subsidiar uma proposta para Pagamentos por Serviços Ambientais para agricultores familiares da região semiárida do Nordeste brasileiro. Na unidade experimental foram implantadas nove parcelas experimentais de erosão, incluindo três parcelas de 20 x 2 m², de 10 x 2 m² e 1 x 2 m², construídas com chapas metálicas de 40 cm de altura, com aproximadamente 15 cm cravados no solo, estando o comprimento maior no sentido do declive e plantio de 60 mudas de Moringa e Nim, cultivada no espaçamento de 3 x 3 m entre plantas e fileiras.

Na Estação de Agricultura Irrigada de Parnamirim (EAIP) está sendo realizado o estudo da caracterização edafoclimática em cultivo irrigado de oleaginosas não convencionais (Moringa oleifera Lam.), em área com processo de degradação no semiárido pernambucano, a partir da utilização de práticas conservacionistas, bem como avaliar a variabilidade espacial e temporal de atributos químicos e microbiológicos do solo em vale aluvial de região semiárida, no município de Parnamirim, localizado no estado de Pernambuco.

HIDROLOGIA SOCIAL

O USO DE ÁGUAS DE QUALIDADE INFERIOR
Estudos voltados para caracterização hidrológica, com foco no monitoramento do balanço hídrico com águas de qualidade inferior em plantas oleaginosas não convencionas perenes como a Moringa (Moringa oleifera), estão em andamento na unidade experimental da Estação Demonstrativa de Tratamento de Esgoto e Reuso Hidroagrícola, localizada no distrito de Mutuca-Pesqueira/PE. O reuso agrícola é uma saída para problemática da seca, entre outras alternativas, afirmando que as chuvas se concentram, em geral, entre os meses de fevereiro a abril, ficando os nove meses restantes do ano submetidos a um déficit hídrico que se acentua no decorrer do período, devido a elevados valores de temperatura e taxas de evapotranspiração, comprometendo os sistemas de cultivo de sequeiro, principal atividade econômica das regiões semiáridas do país.

ATIVIDADES DE EXTENSÃO RURAL

Além das atividades voltadas para pesquisa, são desenvolvidas também atividades de extensão rural, visto que a unidade experimental da Estação Demonstrativa de Tratamento de Esgoto e Reuso Hidroagrícola, localizada no distrito de Mutuca-Pesqueira/PE. está inserida numa comunidade rural do semiárido, distante 230 km da cidade de Recife, capital do estado, apresenta uma população de aproximadamente 5.500 habitantes. As atividades voltadas para educação são realizadas dentro do princípio da pesquisa participativa, onde as práticas educativas realizadas na Unidade de reuso agrícola apontam para propostas pedagógicas centradas na mudança de hábitos, atitudes e práticas sociais, desenvolvimento de competências, capacidade de avaliação e participação dos educandos.

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